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Muito mais comum é encontrarmos pessoas que falam quase que sem parar, como se estivessem vomitando sentimentos e ideias que alguém com preparo (sim, não se trata de dom) para ser um ouvinte ativo.

Bons ouvintes tem o condão de deixar as pessoas muito mais impressionadas, positivamente falando, que aqueles palestrantes de esquina. A prova é tanta que, como crítica, sempre se escuta: “ele fala demais; ele fala pelos cotovelos”. Alguém já recebeu uma crítica do tipo: “ele ouve demais”? Não! E assim, vale o provérbio de que, nós temos uma única boca e dois ouvidos para que sejamos mais ouvintes que falantes.

Em pesquisas realizadas por Pease & Pease, dados apontam que cerca de 40% das pessoas procuram um consultório médico pela inexistência de alguém que as ouça, e não por eventual enfermidade.

A importância de ouvir bem é assunto que enriquece e dá guarida a todos os segmentos profissionais. No dizer de Pease & Pease, “clientes furiosos, funcionários insatisfeitos e amigos chateados geralmente querem alguém que preste atenção nos seus problemas”.

Ser bom de conversa, na realidade, é ser um bom ouvinte. Não é tarefa fácil, considerando que o nosso pensamento é três vezes mais rápido que a nossa capacidade de ouvir. Logo, sentimos uma ânsia maior de externar nossos pensamentos que ouvir o que o outro tem a nos ensinar.

De acordo com Pease & Pease, as regras que citaremos são tidas como as de ouro no tangente ao conceito de bom ouvinte.

1 – Ouvir de forma ativa

Ouvir ativamente requer uma espécie de encorajamento por parte de quem escuta para com quem está falando. Parafrasear o que o outro diz é um modo de demonstrar que a mensagem que foi transmitida pelo locutor foi perfeitamente compreendida pelo interlocutor. Uma ótima dica é começar com a partícula “você”, na paráfrase.

Ex.:

  • Não sei mais o que faço com as minhas ações. Estão com o valor a despencar.

  • Você, então, está com sérias dúvidas sobre como administrar sua carteira de ações.

Se, mesmo prestando atenção, você, ouvinte, tiver dúvidas sobre o teor da conversa, acrescente a expressão “não é?” no final de sua frase.

2 – Aposte no poder das curtas expressões que encorajam

Você, profissional, será sempre procurado para resolver algum problema, independente da natureza. Assim, é compreensível que algumas pessoas possuam dificuldades várias ao tentar tocar em assuntos como divórcios, adoção, reconhecimento de paternidade, indenizações etc. Expressões que abrem as portas no processo de comunicação: “Entendo…”; “É verdade…”; “É mesmo?” etc. Segundo as pesquisas, o êxito que se tem com a aplicação desta técnica é de chegar a triplicar as informações ou declarações fornecidas pelo locutor em questão.

3 – Firmeza no contato visual

Se prestarmos atenção, alguns filmes satirizam patologias em que o paciente não suporta ser encarado, enquanto conversa. A mensagem das entrelinhas é de que não gostar de manter contato visual, durante o diálogo, é uma exceção. Inclusive, imitar o olhar de quem nos fala é forma de criar empatia (isso corresponde a “olhar na mesma direção”).

 

4 – Inclinar-se na direção do locutor

Quando se trata de linguagem corporal, mentir é tarefa para profissionais, acredite! Uma das reações mais conhecidas que se consubstanciam nos gestos é afastar-se, durante a conversa, de pessoas de quem ou por quem não temos interesse. Um bom ouvindo faz o caminho inverso: inclina-se, pois sabe como é importante que o outro perceba, ainda que inconscientemente, que há interesse no tema da conversa.

 

5 – Procurar não interromper ou mudar de assunto

Há sempre aquele impulso para que desviemos ou mudemos o curso da conversa, incluindo a temática, interrompendo quem fala. Isso está terminantemente abolido de sua prática!

No mais, nunca subestime o poder das dicas supracitadas. Incorporá-las ao nosso cotidiano é puro exercício e boa vontade de melhorar-se. Experimente, faça anotações e constate as significantes melhorias que se tem ao tornar-se um bom ouvinte, um ouvinte ativo.

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